SALVAMENTO EM ELEVADORES.
grande aumento populacional nas áreas metropolitanas vem causando demasiada demanda por habitações, e para suprir tal demanda vem ocorrendo um fenômeno mundial de verticalização das cidades, ou seja, grande aumento do número de edifícios, quer com a finalidade de moradia, quer com a finalidade de trabalho.
🔘 Outro fato ligado diretamente às ocorrências de emergências em elevadores é o grande aumento da demanda por energia elétrica nos grandes centros urbanos, pois os apagões são a maior causa de retenção em elevadores;
Faz-se necessário também uma constante revisão do tema, uma vez que o avanço tecnológico na área vem se fazendo de forma muito dinâmica, pois hoje, em edifícios mais modernos ou mesmo em equipamentos modernizados, podemos encontrar conjuntos totalmente elétricos e instalações desprovidas de casa de máquinas, bem como elevadores com sistemas de emergência completamente eletrônicos.
Esses itens dão ao passageiro segurança no transporte e consistem basicamente de uma cabina suspensa por meio de cabos de aço que correm sobre uma polia de tração adequada e sobre trilhos acionada por um motor.
acionamento desse conjunto é comandado por um sistema de controle que proporciona o deslocamento da cabina no sentido de subida, descida e as paradas realizadas pela mesma nos andares predeterminados.
Para fins de entendimento pelo Corpo de Bombeiros, com o intuito de melhor classificar as ocorrências, ficará definido que “pessoas retidas” compreendem aquelas no interior da cabina do elevador parado por qualquer motivo;
Para tal, o contrapeso vem a ter sua carga igual ao peso da cabina acrescido de metade do valor do peso da capacidade total do equipamento, ou seja, terá o peso igual ao da cabina com metade de sua carga.
🔘 Logo, se a quantidade de passageiros for menor que a metade da capacidade da cabina, a tendência da cabina será subir, pois estará mais leve que o contrapeso, sendo então as vítimas serão retiradas pelo andar imediatamente superior.
🔘 Se a quantidade de passageiros for maior que a metade da capacidade da cabina, a tendência da cabina será descer, pois estará mais pesada que o contrapeso, as vítimas são retiradas, então, pelo andar imediatamente inferior.
🔘 Os dados que deverão ser colhidos são aqueles que irão auxiliar o Comandante da Ocorrência a fazer um planejamento tático, solicitar meios adequados e prever riscos adicionais para aquele tipo de ocorrência, dados estes, além daqueles que são padrão de serem colhidos pelo SsCO, como local da ocorrência, identificação do solicitante etc.
Acionar de imediato o apoio necessário (por exemplo: se houver vítima presa nas ferragens, acionar a guarnição de emergência pré-hospitalar, policiamento, que deverá ser acionado de imediato logo na solicitação de atendimento da ocorrência, em caso de acidente com vítimas fatais, para realizar os procedimentos legais e preservação dos autos, assistência técnica responsável pelo elevador), cabendo ao Comandante de Operações confirmar com a SsCO, durante o deslocamento, esses acionamentos.
Comandante de Operações, ao chegar ao local, após rápido reconhecimento, deverá avaliar a quantidade de vítimas e o estado psicológico em que se encontram, informando-as da presença do socorro, procurando tranquilizá-las, adotando os seguintes procedimentos:
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Em caso de dúvida, desligam-se as chaves de todos os elevadores, a chave geral da casa de máquinas ou ainda os disjuntores do quadro de energia situado geralmente no andar térreo, após evacuar as demais cabinas;
🔘 Logo após o nivelamento da cabina com o andar, comunicar aos operadores da casa de máquinas que parem a operação, freando novamente o elevador, o que permitirá o destravamento e a abertura da porta da cabina de forma mecânica, girando a polia ou movimentando a lança do controlador de porta, dependendo do modelo.
4⃣ Enviará Bombeiros à casa de máquinas para efetuar o desligamento da chave geral e para a movimentação da cabina, caso necessário, onde os mesmos deverão manter contato via rádio com o Comandante de Operações;
5⃣ Deverá, caso a vítima esteja imprensada entre a cabina e a parede do andar, soltar os parafusos que fixam a mesma à caixa de corrida e afastá-la da parede do andar com o auxílio de uma ferramenta apropriada (hidráulica ou mecânica) do tipo expansor;
4⃣ Caso não haja óbito ou não seja possível movimentar o contrapeso, este deve ser liberado de suas guias, afrouxando os parafusos que o fixam e afastá-lo da vítima, providenciando em seguida o socorro adequado e encaminhá-la a um hospital.
abertura da porta de pavimento (porta externa) se dá por meio do uso da chave de abertura própria para aquele modelo, que deverá ser solicitada junto ao síndico, porteiro, vigia ou zelador.
nos elevadores mais modernos, basta a utilização de chaves tipo garfo ou até mesmo um pé de cabra, normalmente existente na casa de máquinas, que deverá ser encaixado na estrutura que fixa o disco de freio.
🔘 Nesses casos todo o procedimento de nivelamento e liberação do freio será feito no painel geral localizado ao lado ou na própria lateral do caixonete da porta de pavimento situada no último pavimento (andar superior).
Nesse modelo o nivelamento se dá colocando a chave do painel de emergência na posição ON e acionando o botão de liberação do freio, o que movimentará a cabina automaticamente, e apenas no sentido ascendente.
Primeiramente aciona-se a alavanca de acoplamento do pinhão e depois gira-se a manivela do volante de inércia ao mesmo tempo que se aciona a liberação do freio mecânico (similar aos utilizados em bicicletas), situado na própria manivela.
caso por algum motivo o elevador não possa ser nivelado, seja por travamento, seja por falha eletrônica do sistema, fica então impossível acionar o destravamento da porta da cabina, sendo necessário realizar um buraco na alvenaria para alcançar o trinco ou para retirar das vítimas.
Após retirar os passageiros da cabina, responsabilizar o síndico ou a administração do prédio pela inoperância do elevador, que só poderá voltar a funcionar após a intervenção técnica pela firma de conservação e manutenção;