Tiago Peixoto, APH Turma 01 – Aula 12

Aula 12, o tema principal desta aula foi o AVE – Acidente vascular encefálico.
Definição: AVE é uma modificação súbita na função neurológica causada por uma alteração no fluxo sanguíneo cerebral (ACLS, 4ed).
Existem dois tios principais de AVE: Isquêmico e hemorrágico.
Um AVEI ocorre quando os vasos sanguíneos que irrigam o encéfalo são obstruídos, podendo ser fatal, mas raramente leva a morte dentro da primeira hora.
Um AVEH ocorre quando uma artéria encefálica se rompe, podendo ser fatal desde o início.
Cadeia de sobrevivência no AVE:
01: Identificação dos sinais e sintomas pelo paciente ou espectadores;
02: Ativação imediata do SME – Serviço médico de emergência, e encaminhamento adequado com instruções antes da chegada da equipe;
3: Resposta rápida do SME, avaliação e transporte, e cuidado pré-hospitalar apropriado;
4: Aviso prévio ao centro médico que receberá o paciente, para que seja feita a preparação e disponibilização dos recursos necessários;
5: Diagnóstico definitivo rápido realizados por especialistas experientes no centro médico.
Cadeia de sobrevivência no AVE – AHA (8 D’s):
DETECÇÃO: de súbitas alterações comportamentais ou confusão, status mental alterado, disartria, afasia, dificuldade em deglutir, hemiplesia, parestesia, paresia, desvio de rima labial, queda da pálpebra, alterações visuais e na morfologia das pupilas, além de cefaleia;
DESPACHO: ativação do SME, encaminhamento prioritário e atendimento imediato;
DESTINO: Transporte imediato do paciente para um instituto adequado, fornecendo uma avaliação e cuidado pré-hospitalar adequados, assim como notificação entes da chegada. Realizar ABCDE, colher histórico e realizar escala de Cincinnati – 3D’s: Drift = força (braço), Droop = assimetria facial (fraqueza facial) e Disartria = linguagem (fala arrastada);
Complementar: ECG – Escala de coma de Glasgow, ECG (eletrocardiograma) de 12 derivações, destro, elevação de cabeceira em 30 graus.
DEPARTAMENTO: (de emergência/admissão)
01: avaliação em até 10min pelo médico do departamento;
02: notificação da equipe de AVE em 15min após admissão;
3: tomografia computadorizada em até 25min após admissão;
4: se indicada, intervenção medicamentosa em menos de 60min;
5: disponibilidade da admissão até a neurocirurgia com 2h ou menos; e
6: da admissão até o leito com monitorização, 3h ou menos.
DADOS: Coletar os dados, (evolução do departamento de emergência, exames laboratoriais imediatos e tomografia computadorizada) é o quinto elo da cadeia. Os dados do histórico do paciente e o exame físico, exames laboratoriais e estudos de imagens são utilizados para determinar o plano de tratamento;
DECISÃO: sexto elo é tomar uma decisão sobre potenciais terapias. Esta decisão é tomada baseada nos dados coletados e no tipo (hemorrágico versus não hemorrágico), local (carótida/vertebrobasilar) e gravidade do AVC;
DRUGS: administração de medicamentos apropriados ou outra terapia é o sétimo elo da cadeia. Caso o paciente atenda os critérios de inclusão, a terapia fibrinolítica pode ser encomendada para o tratamento de um AVC isquêmico agudo;
DISPOSIÇÃO: O elo final da cadeia é a disposição. Recomenda-se que o paciente com AVE seja admitido em uma unidade de AVE ou em uma unidade de tratamento intensivo para cuidados contínuos e observação cautelosa nas primeiras 3 horas de sua admissão, especialmente após a administração de terapia fibrinolítica. Esta fase do cuidado do AVE concentra-se na prevenção da hipóxia; Realizar avaliações frequentes do estado neurológico, monitoramento e manejo da pressão arterial; Controle da temperatura e da glicemia; Estabelecer a causa do AVE, fornecimento de apoio nutricional; Prevenção de complicações (pneumonia de aspiração, infecções no trato urinário, trombose venosa profunda); e avaliação de estratégias de prevenção secundária.
Atentamente
Tiago da Silva Peixoto
Enfermeiro em formação
Instrutor de primeiros socorros
Bombeiro profissional civil

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